O dia 30 de setembro de 2011 ficará marcado para sempre na memória do torcedor do Bahia como o dia em que ele se viu retratado na telona. A estreia do filme “Bahêa, Minha Vida” arrastou centenas de pessoas ao cinema, esgotando os ingressos para quase todas as sessões – no Shopping Iguatemi só havia entradas disponíveis para a sessão das 23h20, na última sexta-feira. As vendas antecipadas bateram as do último filme de Harry Potter: mil para o tricolor, 600 para o bruxinho.
Logo no primeiro dia de exibição, a primeira sessão, marcada para as 13h, mostrou um aperitivo do que estava por vir: os torcedores entoavam o hino do Tricolor e gritos de guerra do estádio fora da sala do cinema. Entretanto, foi na sessão das 15h, esgotada, que o show começou. Pessoas de todas as idades esperavam na fila pela hora de entrar na sala e poder assistir à sua própria história.
- A fila não é problema. Pelo Bahia vale muito a pena. Pelo Bahia vale tudo – disse o programador Fred Barreto.
Um momento emocionante ocorreu quando os telespectadores da sessão das 13h saíram da sala, após a exibição do filme, e se juntaram aos que estavam na fila para ver a próxima exibição. O complexo de cinemas se transformou em um pedaço do Estádio de Pituaçu. Os olhos vermelhos entregavam os que se emocionaram – não foram poucos -, inclusive um torcedor ilustre, que está presente no filme, Roger do Radinho.
- É algo indescritível. Eu não sabia que fazia parte de um elo tão forte, uma corrente tão positiva como é a da torcida do Bahia. É algo que não se explica. Estou muito feliz – disse Roger
Na saída do cinema, muita gente estava frustrada na bilheteria por não conseguir ingressos para a estreia, mas todos prometiam voltar logo. Durante o final de semana, todas as sessões do filme no principal shopping da cidade ficaram lotadas. O triunfo diante do Avaí, no sábado, deu ainda mais ânimo ao torcedor, que lotou os cinemas da capital.
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