A carreira de Joel Santana como treinador sempre esteve ligada aos times cariocas. Às vésperas de enfrentar o Botafogo, no estádio de São Januário, o técnico relembrou o sucesso que teve comandando as equipes do Rio de Janeiro. Também não poderia ser diferente: foram nove títulos pelos quatro grandes clubes da capital fluminense.
O sucesso pelos times cariocas – além dos quatro do Rio, Joel foi campeão no Brasil somente pelo Bahia e pelo Vitória – rendeu ao treinador o título de 'Rei do Rio', alcunha que é reivindicada até hoje pelo técnico tricolor.
- Rei só tem um. Príncipe são todos – brincou Joel em relação aos jogadores que tentaram receber o mesmo apelido, como Romário, Renato Gaúcho e Túlio Maravilha.
Sempre brincalhão, o treinador fez questão de enaltecer a carreira vitoriosa.
- Tem coisas na vida que não tem mais reivindicação. Cada um tem o direito de defender o seu lado do bolo, mas não sou eu que quero não. É a história que está aí - disse.
Colocando a modéstia de lado, Joel lembrou também da homenagem concedida pela Academia Brasileira de Letras (ABL). No início do ano passado, o treinador participou de um evento mensal e recebeu uma medalha com o rosto de Machado de Assis - a medalha do centenário da ABL - e dois livros.
- Eu faço parte de uma história. Ninguém vai na Academia Brasileira de Letras à toa. Eu sou um imortal. Isso é fato consumado.
Na onda de vangloriar-se, Joel Santana aproveitou para fazer uma previsão:
- Quando o Maracanã ficar pronto, você não tenha dúvida de que eu vou estar na calçada da fama. Eu não, a minha prancheta, porque ela é mais famosa do que eu.
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