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Por outro lado, as vitórias de Atlético-MG e Cruzeiro fizeram com que os mineiros respirassem um pouco. Com os dois fora da zona do rebaixamento, o risco de pelo menos dois times do estado caírem para a Série B continua alto - 60% - mas não tanto como já foi - 90%. O América-MG já tem 99% de probabilidade ir para a Segunda Divisão.
- O América-MG só tem chance de se livrar caso consiga uma reação como aquela do Fluminense em 2009 - afirma Tristão Garcia, lembrando do campeonato em que o Tricolor saltou da lanterna para a fuga do rebaixamento, há dois anos.
Para o matemático, a pontuação mínima para escapar da degola é de 45 pontos.
O maior vencedor da rodada na luta contra a degola foi o Atlético-MG, que conseguiu uma difícil vitória contra o Fluminense no Engenhão. O bom resultado do Galo é oposto ao do Bahia, que vinha pontuando bem e tinha a obrigação de fazer o dever de casa, mas, ao perder para o Vasco, no Pituaçu, viu o risco de degola subir de 5% para 17%.
- Os times de baixo começaram a reagir. Isso demorou muito a acontecer em relação aos últimos campeonatos - lembra Tristão Garcia.
O Avaí, apesar da ótima vitória sobre o Botafogo, continua com probabilidade alta de cair: 90%. O Atlético-PR, ao bater o Ceará, conseguiu evitar a 'ida para a UTI', mas segue bastante ameaçado: 74%.
A novidade na lista fica por conta do Palmeiras, que agora tem 1% de risco de rebaixamento. O matemático explica:
- Nas últimas seis rodadas, o Palmeiras foi o time que menos rendeu entre todos. É apenas meio ponto por jogo. Se mantiver isso, corre risco de cair, mas só cai se quiser.
A comparação dos últimos cinco campeonatos (desde 2006) a sete rodadas do fim mostra que apenas em 2009 dois times conseguiram escapar da degola: Botafogo e Fluminense. Em 2010, só o Avaí fugiu da degola, o que aconteceu com o Atlético-PR em 2008. Em 2006 e 2007, todos os times que ocupavam a zona do rebaixamento nesta altura acabaram rebaixados.
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