Com 47 roubadas de bola, o zagueiro do Bahia Paulo Miranda é o quarto no ranking do quesito no Campeonato Brasileiro. E o segredo do sucesso nasceu com ele: o jogador calça sapatos número 45. No entanto, o que o ajuda a evitar saídas de bola milimétricas dentro de campo, é um problema no cotidiano.
No Fazendão, os calçados não causam confusão: as chuteiras de Paulo Miranda são feitas sob medida, encomendadas com antecedência. No dia a dia, entretanto, o zagueiro passa maus bocados na hora de comprar sapatos.
- A cada 50 pares que chegam na loja, um é 45 ou 46 – conta o vendedor Cid dos Santos.
Mas o jogador já está acostumado às dificuldades de ter os pés maiores que a média do brasileiro. O zagueiro conta que, desde pequeno, aprendeu a driblar estes percalços e as brincadeiras dos colegas.
- Na escolinha, eu ia com o chinelo da minha mãe. Com a metade do calcanhar para fora, com o chinelo número 36. Eu só andava na pontinha dos pés, aí o pessoal dizia “Po, veio aprender a dançar balé, cara?” – conta Paulo Miranda, aos risos.
Paulo Miranda mostra o pé do filho: tamanho segue
'tradição' da família.
'tradição' da família.
E se o torcedor teme perder o ‘pé grande’ tricolor, ele nega que esteja de saída. Sobre rumores de que iria para o São Paulo, Paulo Miranda é categórico:
- Isso é só especulação, coisa de empresário, que acaba caindo em bocas erradas. Meu pensamento é ficar no Bahia e fazer um bom trabalho até o ano que vem – afirmou o zagueiro.
No entanto, se uma possível transferência se concretizar no futuro, o jogador já tem pronto um substituto para defender a camisa do Bahia. Daqui a alguns anos, o pequeno Pedro Henrique, de um ano, pode seguir os passos do pai. O pé grande ele já tem: calça número 22.
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